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October 12, 2018

Tens algum plano de futuro a nível profissional no rugby? Algum sonho por realizar? Mini: Por enquanto voltar a casa e lutar por um sonho de 15 anos, levantar um título sénior no CDUP! 

E como treinador, algum sonho mais longínquo? Mini: Ainda é muito cedo para pensar em sonhos de treinador. Mas sim, adoraria ser treinador. E se aparecer a oportunidade de treinar a um nível profissional, porque não?  

Disseste que para já decidiste voltar a casa. Em que é que esta casa foi decisiva na tua formação? O que achas que poderia ser diferente caso não tivesses crescido no CDUP? Mini: O CDUP, se não foi tudo, foi muito da minha formação! Evidentemente que uma boa educação em casa faz toda a diferença, e eu tive-a certamente, mas o rugby e o CDUP foram um complemento fantástico para a minha formação! O que nos é dito por uma só pessoa tem impacto até certo ponto, mas o mesmo dito por várias pessoas acaba por se tornar uma lei! E essa coerência entre o que me era passado em casa e o que era encorajado no CDUP fez toda a diferença na minha formação  como pessoa e jogador.  O que seria diferente? Tudo. Não tenho dúvidas. Para além de um "saber estar", principalmente um saber relacionar-me e trabalhar em conjunto com outras pessoas (o desporto coletivo a isso obriga). Ambição, resiliência e trabalho foram 3 palavras que ficaram bem enraizadas na minha personalidade. 

Tens alguma memória mais especial dentro do campo? Se puderes e te lembrares, quais os teus melhores e piores momentos no rugby. E porquê? Mini: Na minha curta carreira, orgulho-me de poder dizer que os bons momentos se sobrepõem claramente aos maus. Nunca me irei esquecer da minha estreia pelos seniores do CDUP, com uma vitória no campo da Bataria, ou da era de sucesso que vivemos nos sub-21/23. Apesar de tudo, esta última começou com uma medalha de prata e uma descida bem triste pelas escadas do histórico estádio do Jamor. Felizmente, no final dessa mesma época tivemos a alegria de levantar a placa de campeão nacional e isso limpou qualquer resquício de mágoa que ainda existisse e embalou a nossa geração para várias conquistas no escalão. A conversa para integrar os treinos da Seleção Nacional de Sevens e, ao mesmo tempo, a lesão mais grave que tive até agora, onde fraturei um osso do punho (na semana antes de iniciar os treinos!) são momentos que não esquecerei. Também tiveram grande significado o telefonema para representar Portugal na Nations Cup, em Hong Kong, a lesão no ombro 2 semanas antes de partir, tal como a nomeação para capitanear a equipa de sub-16 do CDUP, ou a escolha para o mesmo cargo nos sub-21. Lembro-me ainda do sorriso gigante com que fiquei quando, no fim de um treino no Kenya, o Selecionador Nacional de Sevens me chamou para me perguntar como me sentiria em liderar a equipa durante o Torneio. Mais recentemente, a última vitória pelos Titans também será algo que estimarei para sempre, especialmente depois de uma longa e complicada época, tanto individual como coletivamente. Sentir que contribuí de forma direta para uma tão grande e importante vitória para jogadores, clube e adeptos, principalmente por ser contra um dos maiores rivais, foi sem dúvida marcante. Estas são talvez as mais significativas e inestimáveis experiências que vivi no rugby, maioritariamente no CDUP. Mas para além destas há mais, são inúmeras, inexplicáveis e únicas.

Tens algum ídolo? De que maneira te sentes influenciado por exemplos dos outros? Mini: Ídolo não direi, especialmente com a minha idade, mas sim, tenho uma lista de jogadores cujas capacidades técnicas, e não só, admiro bastante, como o Aaron Smith, Danny Care, de Klerk, Ben Smith, Baptist Serin, Beauden Barrett, entre outros!  Mas se tiver que nomear apenas um, direi o Johnny Wilkinson! Por toda a dedicação e profissionalismo que marcou a sua grande carreira!

Existe alguém em Portugal que te diga algo semelhante? Mini: Se olhar para o passado, coisa que não adoro fazer mas que considero importante, jogadores como o Gonçalo Malheiro, Vasco Uva, Diogo Mateus ou Pedro Leal, começaram por me mostrar que era possível ir jogar rugby lá fora nas melhores equipas e nos melhores campeonatos da Europa. E ainda o Pedro Bettencourt, pela proximidade que tenho com ele e por isso o conhecimento mais profundo de tudo, ou quase tudo, o que precisou de fazer para chegar onde, merecidamente, está agora! 

Faf

Como está a ser este início de época? Mini: Bastante positivo! Acho que temos um grupo bastante unido, cheio de talento e vontade, aliado a uma equipa técnica muitíssimo empenhada em conduzir este plantel ao sucesso! Tivemos 2 bons testes contra o RC Lousã e contra a Académica de Coimbra. Resta-nos pôr em prática no campeonato tudo o que temos vindo a treinar, para uma grande primeira jornada em casa contra o campeão nacional!

Expectativas para esse primeiro jogo? Mini: A vitória! Jogamos em casa e, para qualquer equipa do CDUP que jogue em casa, nenhum outro resultado pode passar pela cabeça. Não há dúvida que começamos logo contra a melhor equipa, afinal de contas são os campeões em título, mas acho que está na altura de darmos o próximo passo como geração, e começarmos a assumir o nosso lugar no escalão sénior. Não imagino nada melhor que uma vitória frente aos campeões para o fazer. Temos equipa para isso!

Alguma melhoria esperada após os jogos de treino? Algum foco em especial? Mini: Sim. Apesar dos resultados favoráveis identificámos algumas falhas na Lousã, entretanto já melhoradas no jogo contra a Académica. Queremos continuar a afinar para o início do campeonato.

Quais são os objetivos da época assumidos pela equipa sénior? Mini: Penso que o nosso primeiro jogo irá responder a essa pergunta. Queremos mostrar no campo quais os nossos objetivos para esta época!

Achas que o calendário favorece as vossas aspirações ou é mais um obstáculo? Mini: É uma pena o que se tem passado com o rugby nacional, e uma pena o calendário ter sido fechado tão tarde. Sendo um obstáculo, assim o é para todos. Uma vez que se trata de um campeonato amador, Janeiro e Fevereiro serão meses complicados para nós. Numa altura em que os exames da faculdade exigem muito tempo de estudo, o calendário obriga a 4 ou 6 viagens consecutivas a Lisboa (dependendo do jogo da seleção frente a Romênia). Mas estou confiante que com organização e planeamento tudo se faz. A vantagem do calendário é dar- nos a possibilidade de planear com tempo para que não seja preciso abdicar de nada.

Sentes que as constantes deslocações tornam o rugby competitivo no Norte mais difícil ou já é algo que é inerente ao jogador do CDUP? Mini: Já faz parte de nós. Aquilo que para muitos é um calcanhar de Aquiles, para nós é um caminho para fortalecer a União dentro da equipa.

Qual achas que vai ser o futuro do nosso clube? Mini: Com o que está a ser feito, certamente será um futuro risonho!!

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